Generosidade...

v Ensine a outros o que você sabe: não importa se é a receita de um cachecol, do maravilhoso prato de família, aquela dica infalível para sair do aperto... Quando a gente é mesquinho, vive pequeno! Seja generoso, mesmo se o segredo compartilhado é parte do seu sustento, afinal, sempre vai ter quem prefere comprar pronto e - com certeza - sempre vai ter quem precisa da sua dica para por o pão de cada dia na mesa. Viva grande!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Seguindo os dias



Antes mesmo do sol nascer - eram precisamente 5 horas da madrugada... - tocou hoje meu telefone. Nunca é coisa boa quando o telefone toca numa hora dessas. Eu atendi depois da minha Lolinha - que tem uma extensão no criado-mudo ao lado de sua caminha, minha preocupada princesa... - e a voz, do outro lado da linha (reconhecendo a minha voz) foi logo dizendo:

-"Oi, Rosa... Aqui é a Isabel. Desculpa eu ligar neste horário, mas eu vi que você já tá acordada... Olha, o meu Guilherme faleceu esta madrugada, eram 3 horas..."

Eu não sei o que dizer quando isso acontece, vocês sabem? Dona Isabel é minha vizinha de frente, cujo marido vinha lutando contra um câncer de vesícula desde o começo de 2015. Desta vez, internado prá retirar mais metástases que se enroscavam em sua coluna, impedindo-o de andar, sucumbiu a uma bactéria feroz adquirida no hospital...

Não sei o que dizer e nem me lembro o que disse, na verdade... Sorte minha que meu marido quis pegar o telefone - ainda estava dormindo e acordou todo assustado - e ele sim sabe o que dizer. 

Eu nem no velório posso ir - não sirvo prá consolar ninguém. Sou totalmente imprestável. Olho prás pessoas chorando, sofrendo e acabo chorando e sofrendo mais do que elas... No velório de uma das queridas tias do meu marido eu chorava tanto, quietinha no meu cantinho, que o irmão mais velho dele até zombou de mim, dizendo que eu nem era da família, que meu choro devia ser fingimento, necessidade de atenção... Todo mundo conversando normal uns com os outros, falando do carro novo, do emprego, da vida - e a pobre da velhinha deitada gelada com seu rostinho curtido pelo tempo parecendo falar comigo sobre a inevitabilidade da morte, a brevidade da vida...

Por sorte meu marido me entende, sabe que meu coração é um mosaico de caquinhos quebrados, que por vezes derrete como manteiga no sol - e aí tem que me deixar chorar até secar o que me molha a alma.

Bom, o certo é que finalmente "seu" Guilherme voltou prá casa. Parou de sofrer - e estava sofrendo muito o pobrezinho. Homem forte: participava todo ano da Corrida de São Silvestre (e sua esposa conta, orgulhosa, que mesmo com aquela idade chegou no lugar 68 da última vez que participou). Aqui na vizinhança ele era muito querido: trocava telhas, vidraças quebradas, remendava calçadas, levava gente no médico, quando a pessoa não tinha quem ajudasse. Prá meu marido chegou a alugar um dos carros, uma vez anos atrás quando nosso poizé tava no conserto...

Mas não retornei ao blog prá falar de coisas tristes - pelo menos não apenas delas.

Minha enteada está bem melhor, graças a Deus. O hematoma gigante que ela tinha no útero já está diminuindo de tamanho, parte foi embora em um dos sangramentos, parte foi absorvido pelo corpo dela  - e a gravidez segue seu curso, bem monitorada. Graças a Deus e à toda família ajudando.

Fiz um rosário prá dar de presente prá minha irmã Fátima. Sonhei que fazia um rosário prá ela - no sonho ela ficava tão feliz! Acordei animada, peguei um colar de cristais que eu tinha - cristais brancos -, peguei um crucifixo de madrepérola que comprei nas férias passadas, numa feira de artesanato em Aracaju (que eu planejava usar numa corrente ao redor do pescoço, mas sempre adiava comprar a tal corrente... )- procurei uma sobra de frio Susy branca (de uma blusa linda que fiz prá Naninha) e enfiando as contas no fio duplo eu crochetei o tal rosário (ou terço, como queiram chamar). Olhem como ficou lindo:








Acondicionei numa caixa bonita que eu tinha - acho que era de relógio, nem me lembro... Ela adorou, como no meu sonho. Às vezes os sonhos viram realidade, não é bom?

Estes meses passados foram tão corridos! Apesar de muitas coisas passarem batidas, algumas delas a gente percebe de um jeito ou de outro, por imposição da vida - parece até que a vida faz questão que a gente preste atenção nelas e então as esfrega bem na nossa cara, já perceberam?

Alguma borboleta colocou ovos nas folhas das palmeiras do meu jardim - e volta e meia caiam no chão as horríveis e enormes taturanas... Uma delas - não sei como! - passou por debaixo do vão da porta, escalou a cortina da copa e foi ali adormecer:




À noite, com as asas totalmente secas, a danadinha me assustou voando prá dentro da sala, enquanto eu assistia um pouco de TV com o "Marildo". Ele a pegou com muito jeito e soltou fora de casa. 

Hoje pela manhã nasceu mais uma outra - e outras virão, dos casulos escondidos pelo meu quintal. Cada uma a seu tempo, depois de acordarem do seu sono de beleza... Não é mágico? A casquinha do casulo é aquela mesma pele horrível da lagarta...

Talvez a morte seja como o sono da lagarta - e do outro lado a gente acorde com asas (eu gostaria disso...).

Pode ser que minha vizinha Dona Isabel fique ressentida por eu não ir no velório hoje à noite - mas meu marido sempre pode dar a desculpa de eu não estar boa de saúde (desculpa que é a mais pura verdade, aliás... Há duas noites que não consigo dormir por causa das dores no quadril, resultado do frio que anda fazendo. Onze graus não é temperatura prá mim, não mais...).

Bom, mas Deus sabe o que se passa em meu coração. Sempre que posso ajudar, ajudo - e Dona Isabel, quando o inverno começou, veio aqui em casa se socorrer de mim. O marido estava internado, ela havia começado um colete pro neto e mediante tanta preocupação, fazia e desmanchava, fazia e desmanchava o tal colete...

-"Rosa, você faz tricô tão bem, me dá uma luz aqui? Onde é que eu tô errando?... Parece que esse colete não sai!"

Tão magrinha e abatida, pesando uns 36 ou 37 quilos! Eu falei prá ela deixar o tricô comigo, que ela tinha que se cuidar, descansar prá aguentar o tranco das visitas ao marido no hospital... Num instantinho, mesmo com a artrose nos polegares, desmanchei o colete e fiz do zero, no tamanho do neto dela - e com a lã que sobrou fiz um gorro pro menino...


Pelo menos prá isso eu sirvo.

E ando fazendo bolsas e mochilas. Bolsas térmicas. Prá namorada do meu filho, prá irmã dela (que veio de visita à família, mas mora no Chipre!)... Prá Fernanda, outra prá Tia Joanita, uma prá minha enteada.

Preciso trabalhar sempre, me ocupar, nunca jamais posso deixar preocupações e dores me deixarem prostrada, pensando desesperanças e medos. Trabalho é remédio. Trabalho e oração, sempre. Porque o coração, acima de qualquer parte do corpo, precisa permanecer sadio - até porque parece que somente sobre ele eu consigo ter algum controle.

Esta mochila linda eu fiz prá Naninha, depois de assistir um vídeo no Youtube:





O vídeo é este aqui:


A moça que faz a mochila é uma portuguesa com um sotaque lindo demais, adorei assistir várias vezes. Pena que não consegui entrar no blog dela, é só prá pessoas convidadas - e eu não sei como ser convidada, peninha, né?

Mas acho que no blog dela não tem os moldes, pois ela os vende no Face - então eu criei meu próprio molde prá fazer essa mochila - se depois alguém quiser as medidas eu faço uma postagem passando. Foi uma mochila muito fácil de fazer e ficou uma graça, vocês não acham? Só que eu fechei por dentro de um jeito diferente do dela, usando viés interno prá unir as partes - acho que fica mais seguro, do jeito dela pode ficar mais bonito, mas o forro fica solto, meio esfrangalhado, não gosto muito.

Estou pensando em fazer bolsas prá vender - uma amiga minha diz que a irmã dela vende no trabalho por mim, se eu quiser... Torçam por mim prá eu conseguir fazer algumas bolsas prá vender, quero comprar uma máquina de costura nova prá dar de presente prá alguém muito amado que vai fazer muito bom uso dela - e quero ser eu a comprar, nada de pedir pro Marildo ou pro filhinho, a ideia é minha, o trabalho deve ser meu. 

Se esse empreendimento der certo eu ainda mostro prá vocês...

Agora vou lá fora, por roupas no varal. 

E espiar se tem mais borboletas nascendo...

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Por que a gente vive?



Essa é uma pergunta que todo mundo se faz, vez por outra... Se você acreditar em Deus - ou numa entidade superior que assista, guie (ou se divirta...) com os destinos humanos - ou se você não acreditar em absolutamente nada (e, prá você, o acaso da existência seja apenas m* no ventilador do Universo...) de uma forma ou de outra você vai se deparar com ocasiões nas quais vai se fazer essa pergunta...

Um pouco antes da minha última postagem eu já estava com essa gripe esquisita: nada de nariz escorrendo, mas uma febre danada, o corpo doendo todinho (especialmente os pulmões, na hora de respirar...). Já contei que eu pegava no máximo duas gripes por ano? Pois então: envelhecer é uma meléca mesmo. Ultimamente é quase uma gripe por mês - e esta última foi a minha primeira pneumonia. 

Acho até que vou marcar a data na folhinha, prá comemorar o aniversário dela no ano que vem...

O médico passou antibióticos, antivirais (aquele caríssimo Tamiflu, que ele me falou prá pegar de graça no Posto de Saúde, mas eu não fui, porque podia acabar fazendo falta prá alguém que não pode pagar - e eu, graças a Deus, embora não tenha pé de dinheiro em casa, posso...). Até levei bronca por não ter tomado a tal vacina da gripe, pois o médico me disse que minha saúde me coloca no "grupo de risco". 

Fazer o quê... Ninguém me levou, ninguém me disse que eu devia, que eu precisava... Da próxima vez eu não falto, pode ter certeza - odeio ficar mais doente ainda.

Daí, nem bem eu tô sarando...

Meu marido chega em casa e me diz que a filha dele - minha enteada - está muito doente: grávida de seu segundo filho, tendo que enfrentar as vacinas prá ajudar a manter a gestação (poquê o sangue dela e o do bebê não combinam...) ainda está tendo sangramentos o tempo todo, com dores que a obrigam a tomar Tramal prá aguentar! Ele me chega em casa e diz prá eu tirar uma cópia do RG dele, pois a partir daquele dia ele ia ter que buscar o netinho na escola, já que ela tem que ficar o tempo todo deitada, em repouso absoluto, prá tentar manter o bebê.

Falou isso com a maior naturalidade do mundo, como se me contasse que a filha tava com uma unha encravada! Homens são outro departamento mesmo...

Eu pego meu celular, ligo prá ela, pergunto como é que tá - e depois de me inteirar sobre tudo, me ofereço prá ajudar no que for necessário (fazer comida, lavar roupa, massagear seus pés - se fosse disso que ela precisasse...).

Ela, toda feliz, me diz que só precisava mesmo é de companhia! Que já foi parar no Pronto Socorro diversas vezes, que o pior é estar sangrando e ter que se virar sozinha prá ligar prá uma ambulância...

Eu na mesma hora me prontifiquei a ficar com ela todos os dias que ela precisasse, mesmo largando minha casa prá lá, meus filhos, o Marildo - e ela, toda feliz, já começou a dizer: "Ai, Rosa, Deus te abençoe! Pode vir ficar comigo nesta segunda?" - e eu, obviamente, disse que sim.

O Marildo, quando soube, subiu pelas paredes - ou quase. 

-"Que absurdo! Ela tem a mãe dela prá ajudar, você tem a tua casa, as tuas coisas, a nossa comida, nossas roupas. Não vai coisa nenhuma! Além do quê você nem se aguenta - vai ter que cuidar dos outros? Não vai não, sinto muito, ela vai ter que se virar de outra forma...".

E - como acontece nas decisões de grande importância... - eu venci a parada. 

Que me importa que não seja minha filha? Sempre foi uma menina boa, sempre me tratou muito bem, sempre foi tão carinhosa... Nunca me tratou como uma madrasta.

Quando ela era mocinha, aos 12 anos, quando nos conhecemos, sinceramente eu morri de medo. Achei que ela ia me odiar por estar casada com o pai dela... Abri o coração, disse que não tirei o namorado de ninguém... Que seu pai amou muitíssimo sua mãe, mas que não deu certo, que a família dela não deixou que ficassem juntos - e que isso, no final, foi de encontro à vontade de Deus: meus filhos não teriam nascido, o irmão dela (filho da mãe com o padrasto dela) também não teria nascido.

Ela veio prá mim inteligente, de boa vontade no coração... Me aceitou. Enquanto viveu um tempo conosco disputava a minha atenção com os irmãos - e ganhava colo, cafuné, histórias...

Frequentou a mesma escola deles - e as professoras vinham me contar o quanto ela gostava de mim, o quanto elogiava minha comida como "a melhor do mundo"!

Pedia minha ajuda prá resolver especialmente os problemas de Química Orgânica - que eram o seu ponto fraco...

Cresceu, casou, teve filho.

Ama os irmãos, é uma boa filha, uma boa mãe.

Ninguém pense assim: "Nossa, como Dona Rosa é boa! Conquistou a enteada e a ajuda - mesmo tendo a saúde precária e seu mundão de coisas prá fazer na vida!".

Não. Eu não sou boa - sou lógica. Em primeiro lugar eu penso que, se eu morresse, queria que meus filhos tivessem uma madrasta decente, que não os visse como um estorvo, um empecilho. Que os tratasse com gentileza e (com sorte...) com carinho. Então, assim como desejo prá eles, trato de agir na vida.

Em segundo lugar: a vida é uma batalha: a gente mata um leão por dia. Bom, talvez nem sempre um leão - um gatinho aqui, um pernilongo acolá... Tá cheio de obstáculos prá gente superar, pedras prá atrapalhar o caminho da gente. 

Sabe a preguiça - aquela que faz a gente querer evitar ter que trabalhar mais do que o estritamente necessário, que faz a gente querer fugir à todo custo de abandonar nossa zona de conforto e ter que enfrentar o mundo lá fora? Pois esse é um dos meus leões: eu adoro ficar na minha casinha, assistir minhas novelinhas coreanas no Netflix, fazendo tricô... Mexer no blog, visitar os blogs das amigas... Fazer um chá de laranja à tarde, me deliciar comendo uma rosquinha quando dá tempo, depois de esfregar os colarinhos sujos das camisas... 

No meu ombro uma Rosinha vestida de branco, com asinhas fofinhas, dizendo assim prá mim: "Vai lá ajudar ela, depois você esfrega essas camisas, o guarda-roupas tem roupas limpas de sobra prá eles usarem... As novelinhas te esperam prá outro dia, outra hora..." e uma outra Rosinha, com chifrinhos e roupinha vermelha, rabinho pontudo de flecha, a me dizer que não é, de forma alguma, minha obrigação...

E a batalhas tão sempre acontecendo, nessa e em outras áreas - e, através delas, vou crescendo - que é prá isso que a gente vive, não é mesmo?.

Mas o terceiro motivo - que, na verdade, deveria ter encabeçado a lista, é que eu a amo. Muito. Tanto que, na verdade, toda a minha lógica e as tais batalhas são jogadas prá debaixo do tapete, pois não tenho controle sobre meu coração: não sou mesmo boa, somente amo. Se ela precisa de ajuda, é um prazer ajudar. Mesmo.

Meu marido acha injusto. Diz que a mãe da filha dele é uma folgada, uma preguiçosa. Que alega passar mal vendo a filha doente e nem aparece por lá - e que não é justo eu assumir um papel que não é meu...

Mas não foi isso que eu vi quando lá cheguei...

Encontrei um apartamento que - se não está brilhando - não estava sujo... A geladeira abastecida de potes e mais potes de sorvete cheios de arroz, feijão, brócolis, cenoura, carne moída - todos preparadinhos pela tal "preguiçosa". Enquanto eu lá estava ela chegou trazendo sacolas e sacolas das frutas favoritas da filha e mais potes de verduras e legumes higienizados e secos, prontos pro consumo... Eram quatro da tarde e ela ainda não tinha almoçado - e se deliciou com a lasanha que eu havia preparado prá filha dela na hora do almoço...

A mãe dela - que foi a responsável por ela e o Marildo não terem ficado juntos, na adolescência - sofre de Parkinson (ou é alzheimer, eu sempre confundo as duas doenças...). A pobre da mulher não fala, não anda, se suja toda, grita... Sofre de demência há quase quinze anos... Foi uma mulher tão inteligente, falava quatro idiomas, secretária de uma multinacional, super ativa - triste demais de se ver. As duas não se davam - quando a velha adoeceu, a filha queria colocá-la num asilo! 

Mas o tempo também passou prá ela, assim como passou prá mim. Ela também cresceu. O que eu vi foi uma mulher muito bonita (coisa que eu não sou, nunca fui...) mas esgotada, se desdobrando prá lá e prá cá, cuidando da mãe, cuidando da filha, do jeito que dava... Me agradecendo, de olhos marejados, por tudo o que sempre fiz pela filha dela...

Bom viver, vocês não acham? Bom demais ir aprendendo, abandonando preconceitos, aprendendo com a vida...

Cheguei em casa e contei prá todo mundo como era a situação - e meu marido parou de reclamar (tanto). Ainda reclama, infelizmente (bebezão chorão...). Eu faço num dia a comida prá dois, ele tem que comer comida requentada de vez em quando... Os irmãos também entraram na "corrente" de ajudar a irmã, puxados por mim, graças à Deus. Os frutos não caem longe do pé ...

Mas não é fácil. Pode parecer tudo uma novelinha cor de rosa, embalada numa musiquinha piegas, mas não é. O Marildo é viciado na minha presença, tenho que estar lá prá fritar um ovo de última hora, só porque ele tem vontade... Tenho que estar presente prá ele reclamar do sal da salada, do suco que ele queria que fosse de abacaxi e acabou sendo de maracujá - e nem é por maldade que ele faz essas coisas, eu só acostumei mal essa "criança", mas ele tem que saber aceitar, estabelecer outras prioridades...

Meu quadril é o que me incomoda mais. Fiz uma ressonância magnética e todos (absolutamente todos) os ossos dele estão inflamados. É tendinite e bursite prá todo lado (coisas que eu nem sabia que podiam acontecer num quadril...). Tá tudo gasto, sem cartilagem, cheio de calos ósseos - um horror. Estou tomando, pela primeira vez na vida, injeções de cortisona. E lá, com a minha enteada, acabo ficando com mais dor ainda que o normal: ela me quer no quarto com ela, deitada na cama ao lado dela, conversando... Não consigo, deitada é a pior posição prá mim, parece até que tem uma faca espetada na minha coxa! Daí eu arrasto uma cadeira da cozinha e fico lá sentada, só conversando... Me levanto e faço um chá prá ela, ofereço um dos meus maravilhosos cupcakes salgados... Dou banho no garoto quando ele chega, dou jantinha e vou prá casa.

Vou dizer uma coisa - prá quem ainda não sabe: a vida passa voando. Ainda me lembro: foi ontem mesmo que eu tinha cinco anos e todo mundo me achava inteligente - daí eu dizia que tinha 8, pensando na minha cabecinha que todo mundo tava acreditando... Tão bobinha me achando tão esperta... Andei tanto neste mundo prá saber tão pouco - mas isso eu sei de verdade: a vida passa numa piscada. Me lembro de cada gestação de cada filho - das esperanças, dos medos, das dores e das alegrias. Me recordo de cada nascimento, cada primeira palavra, cada dentinho, tanta fraldinha trocada! Me deram tanto trabalho, tanto sono perdido que eu não achei nunca mais na vida - mas é como eu sempre digo: depois de morto a gente tem tempo de sobra prá dormir. A gestação agora não é minha, nem sangue meu tem - mas, se Deus quiser, um dia vai estar aí caminhando no mundo, aprendendo a ser gente - assim como eu...

E vou dizer mais outra coisa: a gente perde tanto tempo na vida se preocupando com besteiras! Minha mãe fica: "Ai, você não devia deixar essa moça se aproximar tanto assim do teu marido, eles podem acabar ficando juntos de novo, seja esperta..." e eu respondo que se isso tiver que acontecer, fazer o quê... Ele tem uma cópia da chave da casa, pode ir na hora que quiser, não vou impedir ninguém de fazer o que quer que seja. Não vou guiar minha vida por nenhum "E se...". A cada dia basta o seu cuidado, como Jesus dizia. Até porquê ninguém é dono de ninguém e um dia todo mundo vai estar morto mesmo, o que importam todas essas besteiras no grande quadro da vida? 

Só o que importa é vencer a batalha, matar o leão. Chegar do outro lado, quando chegar a hora, quando se esgotar o meu prazo de validade e, me apresentando perante nosso Paizinho, eu não precisar abaixar demais os olhos de vergonha.

Já até faço uma ideia de como vai ser, sabem? Porque é assim: eu rezo o tempo todo. Não necessariamente Pais Nossos e Aves Marias, nada de fórmulas (embora, como eu já disse uma vez, Pai Nosso seja mais ou menos um mantra meu, tô sempre com ele na cabeça...). Mas eu tô sempre monologando com Deus, falando com ele, abrindo meu coração, pedindo, implorando, questionando...

"Ajuda  meu pai onde ele estiver, Paizinho do céu..."

"Restaura a saúde da minha mãezinha, Pai..."

"Protege meus filhos..."

"Cuida do meu marido..."

"Ilumina!"... "Guia!"... "Abençoa!"...

Um dia, quando eu morrer, Deus vai estar lá, cercado de anjos, como sempre. Vou ser só mais uma chegando e ele vai me olhar e dizer assim:

"Eita, pessoal, olha só quem chegou! Lembra daquela filha minha que eu falei prá vocês, que falava comigo o tempo todo, de dia e de noite, pedindo, implorando, reclamando, falando pelos cotovelos? É essa aí, a tal de Rosa!"

E eu vou me chegar pro meu cantinho, toda corada de vergonha de estar todo mundo me olhando, querendo sumir do mapa por estar chamando atenção indesejada e vou dizer baixinho, num fiozinho de voz, mais prá mim mesma do que prá Deus:

"Mas eu fazia isso prá pedir pros outros, nunca incomodei prá pedir prá mim...".

Até qualquer hora dessas, se Deus quiser. Sabem como é: prioridades. Eu volto, principalmente porque adoro meu blog e as pessoas lindas que conheci através dele. Mesmo estando triste com a queda nas visualizações - o que é normal, já que não tenho nada de novo prá apresentar.

Mas eu volto.

Até.



terça-feira, 19 de julho de 2016

Como fazer uma sapateira vertical de tecido

"Ô coisa de pobre, Dona Rosa!!!"

Pois é. E eu também adoro comer pão com ovo, lambo as tampinhas do iogurte (das do Marildo também, que ele despreza aquela gostosura) e sempre que posso esfrego as páginas do catálogo da Avon nos pulsos, quando me falta o que fazer. Se bem que não me dou bem com perfume, mas como o cheiro vem de graça nas páginas da revista, não custa experimentar (e ainda não achei um que me agrade, infelizmente..).

Bom, voltando à sapateira: tudo começou com essa bendita reforma que nunca acaba, na qual vou ter finalmente o meu quarto de artesanatos (prá poder ficar em paz ouvindo Bee Gees e A-ha sem ninguém que me aporrinhe o juízo - se bem que também é quarto de passar roupas, de guardar as ferramentas fedidas dos homens da casa, abundantes de ferrugem nas caixas...). 

Só que essa reforma não acaba nunca e cada vez arrumam mais e mais coisas prá entuxar no "quarto da velha". E olha que conseguir pintá-lo de rosa goiaba foi um milagre, o "Marildo" dizendo que a cor era horrorosa, que o resto da casa toda é branco, que ia destoar do conjunto, nhé-nhé, blá blá blá - venci: o quarto é rosa.

Daí quero tirar uma das sapateiras - pois MEU quarto também abriga todos os sapatos da família. E passeando pela Penha vi numa lojinha xing-ling uma sapateira vertical, feita de fio plástico, por 50 e tantos reais. Feinha a coitada. 

Em casa, o tic-tac da minha cabeça não me dando paz, fucei nos meus guardados procurando calças velhas do meu garoto (que ele mandou doar, jogar fora e eu guardei prá fazer aventais de cozinha prá mim..) prá fazer com elas a tal sapateira "de pobre" - como chamam as malvadas, as donas de closets onde seus sapatos se enfileiram majestosos como que expostos em vitrine.

E deu no que deu: achei as calças, achei 2 metros de brim preto, achei viézes bonitinhos, sianinhas... 

E foi assim que eu fiz:


Como eu disse no desenhinho de paint que eu fiz prá vocês: eu passo um risco com a régua e divido esse risco em 5 partes de 12 cm. Dividi pelo verso a tira que vai ser o bolso em 5 partes de 24 cm - ou seja, cada bolso tem um volume prá fora da sapateira que é o dobro do lugar onde foi costurado. Alfineto risco com giz.

Reparem que antes eu preparei a tira que vai fazer os bolsos: fiz bainha na parte de baixo e apliquei viés florido na borda.

Costurei usando ponto zig zag apertadinho, bem reforçado. Maior vexame seria se com o tira e põe de sapatos os bolsos se desfizessem...

Então, costuradas as laterais dos bolsos, eu fiz as pregas. É mais fácil do que parece: não precisa medida, só precisa acomodar cada bolso de 24 cm de largura no seu espaço de 12 cm.

Veja só como vai ficar. Se a prega de um lado ficar um pouco maior que a do outro, não esquenta: não dá prá ver e o volume continua o mesmo.

Assim ficam os bolsos, enquanto no alfinete. Daí é só passar uma costura bem reforçada apenas na base, que isso já prende o formato dos bolsos.

Começa a fazer as fileiras de bolsos da parte de baixo e vai subindo, fazendo uma fileira por vez. Deixei 5 cm de espaço entre uma fileira e a outra. Quando isso tá pronto, é só passar viés em toda a volta, fazer uma barra larga em cima prá passar uma ripinha de madeira, que é o que vai dar a sustentação da sapateira.

Prá fazer com as calças jeans velhas do meu garoto eu usei, para a parte de trás da sapateira, partes das frentes de duas calças, sem chegar nos bolsos. Foi só emendar tudo, não tem segredo.

Cada tira prá fazer uma fileira de bolsos foi uma das partes de trás de uma das pernas. Fiz bainha embaixo, passei viés em cima. O tempo todo assessorada pela minha secretária deliciosa cor de chocolate com cheiro de pão de queijo - não me larga do pé, meu chulé.

Passei sianinha branca nas costuras das bases dos bolsos, pois achei que combinava com o viés xadrez - dava um arzinho "country"... Feita a bainha e as alças para pendurar a sapateira, já fui colocando a ripinha de madeira.

Os remendos foram estrategicamente costurados para esconder rasgos nas barras das calças - que, como falei, estavam velhinhas e curtas pro bambino, que tá alto igual um guarda-roupa... Esta sapateira vai ser pendurada na lateral de uma arara de roupas que vai ficar no MEU quarto rosa, na qual coloco as roupas para passar e depois de passadas, antes de lhes dar o devido destino. 

Agora a sapateira preta de brim. Coloquei nela cinco alças, pois a minha ideia era pregá-la no alto da porta desse mesmo quarto, bem na folha (que é arredondada em cima) - mas não deu certo. As taxinhas não penetram na folha, que é de madeira muito dura. Então vou ter que esperar o tempo do meu filhinho prá ele dar um jeito de pendurá-la atrás da porta e não nela...

Ai, ansiedade, ansiedade...

Por que as pessoas não realizam todos os meus desejos na hora em que eu os tenho - isso é um dos mistérios do Universo. Minha vida seria tão mais fácil...


Assim ficou a sapateira - nela cabem 25 pares de sapatos diversos, de chinelos até tênis (já experimentei). Colocarei as solas uma de encontro à outra - não apenas para maximizar espaço, mas também prá manter a sapateira mais limpa.

Espiem os espaços por dentro dos bolsos...

Na sapateira jeans cabem 24 pares de sapatos - mas como cada bolso mede 10 por 20 cm (enquanto que os bolsos da sapateira preta mediam 12 por 24...) nela colocarei rasteirinhas, sapatilhas, coisinhas mais estreitas e leves.

Remendinhos fofos...

Espaço interno razoável...

Aproveitamento excelente de calças jeans a quem ninguém daria valor. Falando a verdade: doo muita roupa na porta, mas vez por outra fico decepcionada: tem gente que anda 4 metros da minha porta, seleciona o que quer e larga no chão, em plena rua, aquilo que não lhe interessa. Daí meus olhos se enchem de água quando eu vejo uma roupinha de um dos meus amores rolando ladeira abaixo - podiam pelo menos jogar fora longe dos meus olhos... Assim sendo, prefiro ajudar só quem eu conheço e sei que vai usar mesmo - o resto eu reciclo se puder.

Minha mãe fez dois edredons maravilhosos usando calças jeans velhas dos meus irmãos - cortou tudo em quadrados e alternou jeans preto com azul - se ela ainda enxergasse teria bordado cada quadrado, que eu conheço minha velha...

Então, IDEIAS!!!

*Faça um troço desses com bolsos mais baixinhos e acondicione neles os seus sutiãs meia-taça - assim eles não ficam rolando nas gavetas. Pendure ganchos auto-adesivos por dentro da porta do guarda-roupa para pendurar sua "sutiãnzeira" e vai ficar tudo organizadinho, sem ocupar espaço...

*Vale fazer um desses prás gravatas do seu marido - que tal agora, pro Dia dos Pais, hein?

*Já pensou fazer um mini, prá guardar sapatinhos de bebê? Pode fazer de patchwork, todo quiltado, cheio de desenhos de bichinhos, uma fileira de bolsos de uma estampa, outra fileira de outra...

*Fazer um de cor única, costurar janelinhas de tecido em todos eles e fingir que é um "apartamento" prás bonecas da tua filha, com telhadinho vermelho em cima e tudo. Garanto que qualquer menininha iria adorar ter um prédio de apartamentos prás suas bonequinhas ao invés de só uma casinha - tão moderno...

*Ah, você pode fazer bolsos mais altos e largos, prá guardar tuas botas...

*Fazer um desses prá guardar tesouras, linhas, elásticos, apetrechos de costura...

*E mais uma ideia pro dia dos pais: que tal fazer uma dessas prá pendurar na garagem, pro seu marido acondicionar as ferramentas? Num espaço chaves de fenda, noutro martelo... Numa garrafinha pet de água vazia você enche de pregos, em outra você põe porcas e parafusos, buchas... Organiza a bagunça dele de presente!

É de pobre? Pode ser... Mas - de verdade - não precisa ser rico prá ser feliz, eu sei bem disso. E, se você quiser, pode fantasiar que só vai ter uma sapateira dessas até ganhar na loteria - daí você compra uma mansão onde vai ter um closet enooooorme, com vitrines prá mil pares de sapatos chiques (sonhar não paga nada...).

E - enquanto isso - dá até prá ganhar um dinheirinho abençoado por Deus fazendo sapateiras como essas prá vender, não dá?

Bom, me perdoem, mas vou sumir mais uma vez. Dia 23 agora é aniversário da minha mãe e ela me pediu muitas meias e muitas toucas, que ela sente frio no corpinho velho - e com tudo o que tenho prá fazer, tenho que me desdobrar prá fazer o presente dela.

Até mais.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Restaurando jaqueta jeans e outras coisas...

Tá na moda essa mistura: pegar uma jaqueta jeans e dar uma "requipimpada" nela, usando spikes, rendas...

Olha a nova jaqueta jeans da Lola:
 



Já foi um conjunto jeans - jaqueta com calça combinando, ambas com recortes de tecido com estampa de pele de tigre (que logo que herdei da minha irmã caçula - como contei nesta postagem AQUI - eu arranquei, pois não sou fã de estampa animal...). Usei até cansar, até ganhar filhos e quilos extras e acabar perdendo ela prá sempre (mas não consegui me desfazer dela, gostava tanto - sempre sonhava emagrecer prá usar novamente...).



Então as meninas cresceram e eu fiz ela ficar assim: arranquei as mangas, dei uma desfiada...



e incrementei com crochê - as meninas ficavam tão fofas com ela!!!

Daí o tempo passa, o crochê cansou, arranquei ele:


Peguei um metro de moletom grosso, 20 cm de malha sanfonada da mesma cor, alguns botões de martelar e...

Fiz um capuz bem básico (que a Lola adora capuz...) - você pode copiar de um capuz que você tenha em casa ou pegar molde na Marlene Mukai

duas mangas - pega o molde grátis também lá na Marlene...


Aí vem o pulo do gato: encompridar a jaquetinha, dando a falsa impressão de ser um colete jeans colocado sobre uma jaqueta de moletom... São quadrados e retângulos de moletom, estrategicamente posicionados embaixo do jeans...
Fiz um esquema no Paint, que é prá vocês entenderem melhor:

e ficou assim:

 


Como vocês podem ver, depois de colocar as duas tiras de abotoamento nas frentes da nova jaqueta, ela até se fecha, como uma jaqueta normal faria. Fica parecendo mesmo que tem um coletinho jeans aberto por cima de uma jaqueta de moletom, não fica? 

Infelizmente, na minha Lolinha - que é prá quem essa jaquetinha foi feita, não dá prá abotoar. Manequim 48 de busto, minha deusa linda de formas generosas... A jaquetinha era manequim 40 - não dá prá fazer milagres, esticando ela, não é mesmo?  

Ou, na verdade, quase dá - pois até parece milagre reaproveitar uma jaquetinha tão velha, não é mesmo?

Mas não fiz somente isto nestas duas semanas, espia só: lembra desta banquetinha de madeira que eu lixei e não sabia ainda como ia transformar (nesta postagem AQUI, na qual fiz meu primeiro maiô - já fiz um segundo, num outro molde, falta tempo e oportunidade de mostrar...) 


Pois então: fiz uma banqueta pro meu filhão usar com a mesinha que eu também reformei e que ficou assim:



Na banqueta eu fiz o seguinte: ela já estava lixada, então eu pintei de um tom de marrom meio acinzentado que eu mesma criei, misturando marrom café com um pouco de branco e de preto (prá parecer o tom do guarda roupa do moleque...):


"Mas que pintura manchada é essa aí, Dona Rosa?" Calma, eu explico: usei um pincel macio, com o marrom que eu criei, prá não marcar. Daí, com um pincel bem duro, velho e escangalhado, eu fiz uns veios negros imitando madeira, também parecendo com o guarda-roupa dele...

Daí eu acolchoei o banquinho - prá ele ficar macio pro garoto se sentar. Bumbum que mamãe beijou tanto quando trocava as fraldinhas merece se sentar em algo macio, não é mesmo? Então, aproveitando as rebarbinhas das calças de moletom que eu fiz prá eles (que acabaram me saindo por 13 reais cada uma, com elástico e tudo...) - algumas estão nestas fotos aqui:




Teve emendas, bolsos coloridos, mas são prá ficar em casa e são bem grossas, macias e quentinhas - bom demais, todo mundo adorou...

Voltando à banqueta, que havia ficado assim - só pintei as pernas:





Amontoei sobre a banqueta as tais rebarbinhas - como eu falei, são de moletom bem grosso e aflanelado, então dão um acolchoado bem macio e fofo: 


Cobri com um pedaço dobrado de manta acrílica:


Prendi a manta acrílica e as rebarbinhas na banqueta usando apenas um fio de linha...



Daí emborquei a banqueta no chão em cima de uma sobra de corino...


E foi só grampear, cortando as sobras.


Pronto! Banqueta pronta!



Posicionada na mesinha, que já foi de overloque, que tava enferrujada e descascada, que agora tá novinha e meu filhotinho adorou!



Também repintei a porta da copa - cuja moldura foi trocada, pois a antiga teve que sair, depois de ser toda arrebentada pelos ladrões da última vez que entraram aqui em casa... a moldura nova era mais clara que a porta, o Marildo comprou errado. Daí ele comprou este líquido aqui, prá eu escurecer a madeira:


Tem prá simular a cor do mogno, da cerejeira, do carvalho... Bom, prático, mas eu poderia ter escurecido a madeira usando um paninho embebido em álcool com pó de café ou chá preto - era como eu fazia antigamente, mas ele não gosta do cheirinho do café... Ô frescura!

Bom, então foi com esse líquido que eu fiz o que precisava ser feito, até acertar com a cor:


Não ficou linda?



Tem lugar que parece manchado, mas é que eu tirei essa foto com a tinta ainda molhada, tamanha a pressa...

E como nem tudo são alegrias, dei uma lascada na minha jarra de suco favorita: 


Dá prá ver melhor?



Só percebi quando ela começou a vazar suco de uva na toalha, na hora do almoço, manchando tudo - eu bem que pensei que ela tinha quebrado, quando escorregou da minha mão na hora de lavar a louça... Quando vi que não quebrou, fiquei feliz, depois fiquei triste, gostava tanto dela...

Comprei umas pedrinhas lindas numa lojinha na Penha, gastei só 2 reais com elas:



Coloquei elas dentro da jarra, um bocadinho de água, e dois galhinhos de jibóia:



Assim sendo, vamos ficar juntas por muito tempo ainda: agora ela fica parecendo um aquário de plantinha em cima do microondas...


Fiz uma camisetinha nova prás meninas, usando um retalhinho comprado por quilo - custou uns 5 reais... 


E enquanto meu quadro não fica pronto, comecei um novo projeto: reformar um trenzinho que fiz pro meu filho, quando ele era pequeno, usando lata de palmito, caixa de suco e caixa de leite de soja, pedaço de vidro de vinagre e outros lixos:


Tadinho... Tá tão velhinho! Já perdeu as rodas, já deu ferrugem na lata de palmito - mas meu filho se nega a jogar fora... Depois eu mostro como tá ficando... só posso adiantar que vai ganhar partes novas e vai ser vermelho.

Ufa! Dias tão curtos prá tanta coisa, vocês não concordam?! 

Até mais, que tô cheia de coisas prá fazer!!!
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